"Só come massa." "Recusa tudo o que é verde." "Chora à mesa antes de provar." Se alguma destas frases lhe é familiar, não está sozinho. A hora da refeição, que devia ser um momento de partilha e descoberta, transforma-se com frequência num campo de negociação para muitas famílias.
Comer é uma competência, não um instinto garantido
Costuma pensar-se que comer é algo natural. Na realidade, é uma das tarefas mais exigentes que o corpo executa: exige controlo motor da boca e da língua, coordenação entre respirar e engolir, processamento sensorial e regulação emocional perante o desconhecido. Quando qualquer um destes sistemas está menos maduro, a refeição deixa de ser simples — e a criança reage recusando.
Recusa vs. seletividade
A recusa alimentar é mais situacional; a seletividade é mais persistente e restritiva. Nenhuma das duas é "manha" — são formas de comunicação.
Terapia da Fala e Terapia Ocupacional
O Terapeuta da Fala avalia como a criança respira, mastiga e engole; o Terapeuta Ocupacional regula o sistema sensorial. Na SOMA trabalham em conjunto, sempre com a família.
Se reconhece alguns destes sinais, fale com a nossa equipa.
* Conteúdo informativo e de sensibilização, não substitui uma avaliação. A rever com a equipa da SOMA.
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